História da Raça

O Chow Chow é um cão robusto com uma cabeça larga, orelhas pequenas e arrendondadas. A raça tem um pelo bastante denso, que é ao mesmo tempo liso e resistente. A pele é particularmente grossa ao redor do pescoço, dando a aparência de uma juba. O pelo pode ser um entre várias cores, incluindo marrom-avermelhado (descrito como "vermelho"), preto, azul, canela e creme (ou branco). Indivíduos malhados ou multicoloridos são considerados fora do padrão da raça. Os Chow Chows são incomuns por possuírem uma língua preto-azulada e pernas bastante retas que resultam em um andar um tanto empolado.

É um tipo único de cão, pensa-se que é uma das mais antigas raças conhecidas, 150 a.C. Análises de DNA recentes confirmam que é uma das mais antigas raças de cães. Os Chow Chows foram originalmente ensinados com o propósito de serem cães de pastoreio, caça e guarda. A raça também foi usada para puxar trenós e pela carne e pele. No Tibet o Chow Chow foi um dos cães prediletos dos monges, ali eram criados nos mosteiros para a guarda, mais tarde o povo Ainú foi o primeiro a valorizar as suas qualidades, foi usado como cão de trenó, guarda de pastoreio, de briga e até de refeição. O nome Chow Chow deve-se aos habitantes de Cantón, mas não é uma raça autóctone chinesa, segundo estudos provém da Sibéria e foi levado a China pelos tártaros durante as invasões. Até épocas bem recentes o Chow Chow foi usado na China para guarda e caça, sabemos que a nobreza Chinesa mantinha seus Chows com o máximo conforto servidos por criados que estavam a sua disposição para satisfazer-lhes qualquer necessidade.

Na China a carne de Chow Chow se come como uma iguaria. O hábito de se comer carne de cachorro era, e segue sendo comum na Ásia. Os cães eram alimentados somente de grãos e sacrificavam-se ainda jovens aproveitando também seu pelo para fazer roupas. Ainda no começo do século XX os Chows podiam ser vistos na China e seus filhotes sendo vendidos normalmente nos mercados. Pela política da China de portas fechadas, este cão só foi conhecido no Ocidente somente em torno de 1780, quando alguns marinheiros o levaram de contrabando para a Inglaterra e o exibiram no zoológico de Londres como o cão selvagem Chinês, até que a Rainha Vitória, amante e protetora da raça, levou um exemplar com ela.

"Conta uma antiga lenda chinesa que quando foi criado o mundo, a um cão, permitiu-se lamber os fragmentos do firmamento caídos na terra ao serem as estrelas colocadas no seu lugar. Esse cão foi o Chow Chow, é por isso que ele tem a língua azul."